sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Terra, Marte e conjeturas. Atualização

 

Foto divulgação 

Observação inicial. 

(Em dezembro de 2020 publiquei em meu blog — francepiro.blospot.com — um artigo, francamente especulativo: “Terra, Marte e conjeturas”, estas envolvendo o coronavírus e a eventual de existência de discos voadores e interesses extraterrestres — marcianos? — em busca de um habitat menos hostil. Tomei essa liberdade porque em 2020 não havia muita certeza sobre a origem do vírus e o planeta Marte era um pouco menos conhecido que hoje, dois anos depois. Pensei em Marte porque nenhum outro planeta do sistema solar possui condições ambientais de gerar vida assemelhada à terrestre.) 

(O planeta vermelho, pelo visto, continua ainda misterioso e inabitável em sua superfície, mas, a meu ver é bem razoável a probabilidade de ter gerado vida inteligente milhões de anos atrás — quando a Terra era quente demais e Marte possuía uma temperatura amena, assemelhada à de nosso planeta hoje, podendo alcançar um estágio tecnológico talvez mais alto que o da Terra hoje. Tenho absoluta convicção, com base na analogia, que quando pesquisarem profundamente o subsolo marciano, encontrarão restos de uma antiga civilização soterrada em toneladas de poeira endurecida pelo tempo. Especulação, claro, mas de alguma probabilidade porque toda vida inteligente é também ambiciosa e pretende crescer ao máximo no conforto, riqueza e conhecimento. E quanto mais sabe, com mais rapidez inova e cresce). 

 (Pergunto: como estará nosso planeta daqui a dois mil anos, por exemplo, se não autodestruído por guerras nucleares ou atingido por gigantesco meteoro, ou algumas pandemias indomáveis? Se na Terra a vida brotou do zero, do nada — mero resultado do calor e luz solar, presença de água, eletricidade de raios e abundância de todos os átomos necessários à vida —— por que somente no nosso planeta brotaria a vida?)  

(Lendo e escutando na internet, de uns poucos dias para cá, os climatologistas Ricardo Augusto Felício, Luz Carlos Molion, Bjorn Lamborg, e outros menos citados — dissertando sobre ambientalismo —, concluí que minhas suposições amadoras sobre Marte, escritas em 2020, tinham algum fundamento. A ignorância generalizada da humanidade sobre cosmogonia, astronomia e até mesmo o ambientalismo ainda é considerável, com “conclusões” científicas às vezes forçadas, exageradas, contaminadas com cálculos geopolíticos de dominação de países mais fracos e desorganizados. Grandes florestas e terras com muita riqueza no subsolo despertam cobiça em países que, após destruírem suas próprias florestas, pretendem tirar proveito de áreas alheias com difíceis problemas de administração de suas enormes florestas.) 

(Esse involuntário “reforço” de minha desconfiança, sobre a questão ambiental, vindo de Felício e Molion, duas grandes inteligências, conhecimento e coragem —, me aconselharam a republicar meu artigo de 2020, com o presente acréscimo.) 

(Longe de mim resumir aqui os textos de Felício e Molion, ambos professores universitários de São Paulo e Alagoas, respectivamente.  Isso tomaria dezenas de páginas. Mas o leitor minucioso poderá se informar exatamente sobre as razões e conclusões desses dois inteligentes e corajosos cientistas do clima acessando no Google, ou outros mecanismos de procura, mas sempre — atenção! — clicando seus nomes completos nas buscas. Esse cuidado é absolutamente necessário, porque ambos foram e ainda são perseguidos e boicotados por aqueles que pretendem uma unanimidade opinativa que não parece coincidir com a verdade). 

(Encerrando este acréscimo ao meu artigo de 2020, logo abaixo, aconselho o leitor a, antes de formar sua opinião sobre o clima global, olhar com atenção um globo terrestre. De preferência um globo de três dimensões, mais convincente. Notará logo que o Planeta Terra deveria chamar-se “Planeta Oceano”, tal a quantidade de água, líquido que não polui a atmosfera. Felizmente, para todos nós, os mares representam cerca de 70% da superfície terrestre.) 

(Localizados, no globo, a Europa e o Oriente Médio, o leitor verá quão ínfimas, proporcionalmente, são essas áreas, em comparação com o tamanho do planeta. Além dessa insignificância territorial dos países é preciso lembrar que suas cidades representam pequeníssimo percentual da área total dos estados. Todos os países possuem área rural, campos, plantações, bosques, fazendas, em que a poluição aérea é mínima ou nenhuma. O gás metano, intestinal, emitido por vacas e ovelhas parece um exagero, argumento forçado para justificar os fanáticos do ambientalismo. E existem também, em alguns países, desertos, pequenos ou enormes, onde é impossível a poluição provocada pelo homem). 

(O mesmo argumento pode ser usado com a poluição ambiental causada pelos Estados Unidos, China, Índia e Rússia, que ocupam imensas áreas, mas com poluição limitada a cidades, fábricas e veículos movidos a gasolina, álcool e diesel.  Esses pontos de poluição devem, claro, ser combatidos por causa do prejuízo local à saúde da população, ao pulmão e vias respiratórias. Mas esse efeito local, não explica o aquecimento do planeta inteiro, dos oceanos e áreas não densamente habitadas, que dependem de causas pouco conhecidas, como ocorre com as eras glaciais. Nossa estrela não é um “forno” estático, sofre alterações. O clima terrestre, está provado, tem fases de aquecimento e resfriamento. Segundo Felício e Molion, a Terra inicia uma fase de resfriamento.) 

Agora, o artigo de 2020: “Terra, Marte e conjeturas” 

Será que os alienígenas pensam em nos colonizar com vírus?

 Seria isso possível? Apenas em teoria, sim, por mais indesejável e “paranoico”, que isto possa parecer, neste triste momento de recrudescimento de uma epidemia diferenciada, teimosa e seletiva, eliminando os “fracos” — velhos e doentes — mas poupando os jovens e fortes que possam manter “a máquina planetária” em funcionamento.   Leiam os argumentos, as deduções lógicas e pensem, mas com a própria cabeça. Friso que desejo estar completamente errado na minha dúvida teórica. 

Como no mal pode haver alguma semente do bem, o imaginário “perigo marciano” teria um lado bom: a união política da humanidade, coisa que nunca ocorreu antes. 

Consciente do risco do ridículo, advirto que não se trata, aqui, de ficção-científica — fantasia, literatura —, porque ela não faz meu gênero. Apenas alerto para uma remota e indesejada possibilidade, baseado em leituras, raciocínios, e conclusões — que me parecem logicamente aceitáveis — se pelo menos alguns dos milhares de depoimentos, fotos e filmagens de “objetos voadores não identificados” forem verdadeiros, como me parecem. Digo assim, aos poucos, cauteloso, porque a expressão “discos voadores” já afasta, de cara, metade dos leitores. 

Se não sou totalmente assertivo quanto a realidade do perigo mencionado no título, por que perco tempo — meu e do leitor —, abordando apenas possibilidades, ainda mais sendo elas desanimadoras? Justifico-me logo abaixo. 

Os campos da cosmogonia, astronomia e astrobiologia estão recheados de conclusões sensatas mescladas com tremendos “chutes” científicos que — para nós, leigos — são mil vezes mais inacreditáveis que minha modesta suspeita mencionada no título.

Vejamos.
 

Big Bang (o universo brotando de uma “bolinha mágica”); Idade do Universo (tolice, ele não “nasceu”, como um bebê, vindo do nada, sempre existiu, como poeira cósmica e corpos celestes); Buracos de Minhoca; Universos Paralelos (vários, como fantasmas); novas Dimensões (além das 3, ou 4? tradicionais); Viagens no Tempo; Buracos Negros (com saída dos fundos para “outra dimensão”, impossível se o Buraco for apenas uma estrela que se apagou); Teoria das Cordas, etc., são discutidos sem rir. Isso porque, afirmam os cientistas, estão baseados em “cálculos matemáticos”, inacessíveis à verificação de 99,9 %, dos seres humanos. Quanto aos 0,1% que “verificaram”, não são raras as discordâncias entre eles. 

Cabe aqui um imediato reparo — apenas na grosseria, não na opinião — ao que acabei de escrever num impulso —, usando a palavra “chute”, referindo-me àqueles astrônomos que acreditam no Big Bang — só porque as galáxias estão, no largo “momento cósmico”, se afastando umas das outras e eles não sabem como explicar. Bastaria dizerem não saber, por enquanto.  Afirmar, porém, que toda a matéria cósmica, com bilhões de galáxias brotaram do nada, em um segundo, sugere que a abstração excessiva da Astronomia cansa demais o cérebro, recomendando duas férias anuais para descanso dos neurônios. 

Segundo essa absurda teoria, antes do Big Bang havia um “nada” absoluto. Um “vazio” não só de “coisas” como da própria “ideia” de vazio. Sem matéria, sem energia e sem o já imaterial “tempo”. Se essa teoria foi apenas um pedido dos líderes religiosos aos cientistas, para reforçar a ideia de Deus — um milagre unindo ciência e religião visando diminuir a descrença, maldade e materialismo animal — é preciso lembrar que qualquer teoria explicativa ridícula ajuda a opinião pública mais esclarecida a não confiar nos cientistas, considerando-os “um bando de malucos”. Inclusive quando eles acertam em questões importantes, como a preservação do meio-ambiente. 

A bondade, no lugar errado, torna-se maldade involuntária.   

Quando um astrônomo, em cruzeiro marítimo, contempla o céu noturno e está, casualmente, rodeado de leigos que o olham com respeito, fazendo perguntas, o indagado sente-se meio que obrigado a dizer alguma coisa. Afinal, é um astrônomo, interessado em diminuir a ignorância geral, pelo menos na sua área. 

Percebendo que a curiosidade do grupo é sincera, não mera gozação, o estudioso dos astros provavelmente tentará ser gentil com os circunstantes que, sobre as estrelas, sabem apenas o que leram em livros de poesia. No máximo lembram-se dos versos de grandes poetas sentimentais, associando luas, estrelas e amores imortais, como Olavo Bilac e outros inspirados. Esquecem, ou desconhecem, que aquelas luzinhas, piscando, são gigantescas fornalhas, impiedosas e indiferentes, que impedem, “torrando”, ou estimulam, “aquecendo adequadamente”, o surgimento e crescimento da vida em milhares de planetas cujos habitantes talvez, nesse mesmo momento, estejam também nos espiando através de seus binóculos ou telescópios, conjeturando se há ou não vida inteligente no nosso sistema solar.

É natural, humano, profissional — e até caridoso —, que os astrônomos mais imaginativos — a imaginação era muito valorizada por Einstein — expliquem o que sabem, ou presumem, porque tudo é muito distante e complexo. Quanto ao que não sabem — porque é impossível saber, por enquanto... —, e apenas pensando em não decepcionar os leigos com o silêncio, o astrônomo aqui imaginado prefere dar uma explicação breve, que pareça razoável. Melhor assim do que o mutismo, que pode ser interpretado como arrogância ou incapacidade de comunicação. 

Essa atitude é semelhante à adotada por delegados de polícia quando, chamados para atender uma ocorrência policial de grande repercussão — por exemplo, uma famosa “estrela”, sem alusão, de cinema é encontrada morta depois de vários dias desaparecida. Indagado por insistentes repórteres, filmando o local, o delegado dá sua provisória explicação do que pode ter acontecido. Esse mero “palpite” profissional é natural e útil, porque demonstra interesse e inteligência do poder público em combater o crime com racionalidade e planejamento. A mesma coisa acontece com o uso da intuição na Astronomia, mostrando a intenção, não de combater o crime, mas a ignorância. Melhor isso do que o astrônomo ficar mudo, como que aturdido, desprovido de ideias.   

Não podemos esquecer que o universo, como objeto de estudo, é mais ingrato que qualquer outra ciência porque o astrônomo não pode ver, de perto, o que lhe compete investigar, para depois explicar. Tudo está envolto em mistério, distantes anos-luz, ou Parsecs, ou outras unidades de medições de gigantescas distâncias interestrelares, por melhores que sejam os telescópios. Sem estes aparelhos, o que saberíamos dos astros? Praticamente nada. Galileu Galilei descobriu mais que astrônomos anteriores. Kepler, por exemplo, porque usou telescópios inventados, pouco antes, por um fabricante holandês. Enxergando mais, pôde explicar melhor a realidade do heliocentrismo. 

Imagino a constante frustração de todo astrônomo profissional: — “Como é possível trabalhar assim, quase no “escuro”, propriamente dito? E no claro, de dia, não dá pra ver nada porque não enxergamos as estrelas. Um biólogo pelo menos vê o que pretende conhecer. Nós não, temos que adivinhar, até “chutar”, inicialmente, porque com o “chute”, o próprio “chute” pode ser investigado e dele surgir um “gol”, uma importante descoberta científica”. Acho até que a intuição dos cientistas mais imaginativos foi mais profícua, em descobertas, que o severo e cauteloso ceticismo daqueles colegas que esperam que a verdade surja já inteirinha, perfeita, certinha nos cálculos e na forma observável. 

 Albert Einstein — que respeito profundamente, por seu caráter e ideias em seus livros, quando escritos com palavras, não com fórmulas — afirmou, em 1915, quando publicou sua Teoria da Relatividade, que um corpo de enorme massa poderia desviar um feixe de luz que passasse perto dele. 

Até então, pensava-se que a luz só poderia viajar em linha reta. Quando, porém, ocorreu um eclipse total do Sol, pela Lua, cinco anos depois, em 1919, a luz solar realmente “entortou”, atraída pela gravidade do nosso satélite, como foi constatado com telescópios. Foi a confirmação visual do que afirmava Einstein, usando apenas cálculos, de que muitos físicos não tinham condições de entender, apenas matematicamente, a Teoria da Relatividade. 

 Com perdão pelo atrevimento — próprio dos ignorantes —, não acho que esse desvio no raio de luz seja tão surpreendente assim, porque a luz, afinal, é também “matéria”. Não é uma “coisa” espiritual, imaterial, como um pensamento. Uma ideia, imaterial, pode ser o produto de algo material, químico — sinapses entre neurônios —, mas uma coisa é a sinapse, a “causa”, e outra, o “efeito”, a ideia em si. Em um feixe de luz há fótons, ou elétrons, e outras partículas subatômicas em movimento. “Coisas”, enfim, ligadas ao mundo da matéria, sujeitas à atração da gravidade. 

Há algo de “material” na eletricidade que chega a nossa casa, tanto assim que é medida mensalmente e temos que pagar a conta de luz. Se é mensurável, palpável — um choque dói... —, nela há algo de “massa” sujeita a ser atraída pela gravidade da Lua, no caso da mencionada eclipse. 

Segundo li em livro sobre Einstein, ele também considerou um exagero esse “oba-oba”, a repercussão científica do eclipse, com pessoas viajando para outros países só para observar o fenômeno. Desnecessário, porque o desvio já fora previsto por ele, com sua matemática que provavelmente continha algum componente intuitivo ou imaginativo. Se os fatos contrariam a matemática, azar dos fatos. 

Voltando ao título, se minha suspeita sobre marcianos, discos voadores e vacinas — eventualmente decepcionantes —, for apenas uma especulação fantasiosa, autorizo qualquer escritor ou roteirista de science fiction a utilizar as considerações, aqui presentes, para a redação de um livro ou filme desse gênero, que — salvo brilhantes exceções — pouco me agrada por causa dos exageros e ilogicidade. 

 Se um escritor de invulgar imaginação quiser que respeitem suas fantasias, que se esmere na argumentação, mostrando, por a + b, que o que ele diz, apesar de inusitado, é logicamente possível, mesmo que seja pouco provável. Não ofendendo a inteligência, O.K., porque até o simpático bom senso pode estar, e já esteve, durante milênios, totalmente errado. 

Sintetizando o conteúdo da minha suspeita, referida no título, acho logicamente possível, embora indesejável — só faltava mais essa em plena pandemia! — que seres extraterrestres, extremamente inteligentes, portadores de uma tecnologia muito mais avançada que a nossa, habitando nosso sistema solar — as estrelas e seus planetas estão distantes demais — talvez estejam ambicionando, ou realmente necessitando de um novo “lar”, no caso, a Terra. 

 Para isso, ficariam nos “espionando” furtivamente, usando objetos voadores não identificados, os genéricos “discos voadores”, nem sempre no formato de pratos ou discos. Eles talvez não só nos observam do alto como também — muitos juram —, nos sequestram, abduzem, para estudar nossos organismos e depois nos devolvem ao solo com a memória recente afetada ou bloqueada. Uma forma de camuflagem psicológica, estimulando a ideia de que tudo isso, “discos voadores”, é mentira. 

Não penso que todos os casos relatados de abdução — são dezenas ou centenas —, seguidos de esquecimento parcial, sejam mentirosos. Com o progresso das nossas pesquisas sobre substâncias que afetam os neurônios talvez esse bloqueio temporário da memória esteja ao nosso alcance rotineiro daqui a pouco tempo. A “ignorante” doença do Alzheimer já faz isso “de graça”, sem alarde científico, prejudicando seletivamente a lembrança de fatos recentes. 

O leitor pode garantir com exatidão como estará nosso conhecimento do cérebro daqui a quinhentos ou mil anos? Mil anos é uma gotinha de tempo na Cosmologia, Astronomia, Biologia, Física, Evolução, etc. Um prodigioso volume de descobertas nos aguardam. 

Em assuntos planetários, não podemos nos basear apenas no que hoje conhecemos. Nosso “hoje” poderá se tornar um envergonhado “antigamente pensávamos que...”. Quando cientistas garantem, por exemplo, que o coronavírus é de origem natural — não inventado em laboratório —, eles fazem essa afirmação com base nos atuais conhecimentos deles, cientistas. Não estão mentindo, apenas não sabem, hoje, o que saberão amanhã. Talvez desconheçam que laboratórios secretos de governos do primeiro mundo — ou de grupos privados, bilionários, com projetos de domínio planetário, megalomaníaco, tipo Illuminati — talvez consigam, em total segredo, fabricar vírus que apenas “pareçam” naturais. 

Países politicamente inimigos, com alta tecnologia, temendo que o inimigo fabrique ataques virais, pesquisam também armas biológicas, para defesa e/ou ataque. Tais “armas” são segredos de estado. Isso todo mundo sabe. Se já competem, em segredo, sobre armas atômicas e foguetes, por que — pergunto —, não fariam o mesmo com “armas” biológicas que permitiriam controlar a mente dos inimigos sem precisar matá-los nem destruir seus bens que intactos, passariam ao poder dos invasores? 

O que se pode dizer sobre conflitos entre países seria aplicável, com mais razão, em eventuais conflitos interplanetários que venham a ocorrer. Conflitos esses que nunca chegaram ao nosso conhecimento por impossibilidade física, ou visual, porque a distância entre as estrelas, com seus planetas, é tão imensa que não estariam ao alcance de nossos telescópios. 

Calma, leitor... Sei que a mera ideia de “conflito interplanetário” já provoca risada. Com razão, porque lembra “Guerra nas Estrelas” e todo o besteirol que aparece em filmes para adolescentes. Como o leitor nunca ouviu falar em guerra de verdade entre planetas parece-lhe “impensável” imaginar que a Terra possa estar sendo objeto de desejo, de conquista, de habitantes de outro planeta, pretendendo aqui morar, movidos ou por ambição, ou conveniência ou necessidade. Não obstante, incoerentemente, aos terráqueos parece “normal”, até desejável, “científico”, que enviemos naves espaciais, tripuladas, ao planeta Marte para lá permanecerem em definitivo, iniciando uma colonização. A Terra colonizando Marte não é absurdo, mas o contrário, Marte nos colonizando, é “aberrante”. 

 Esta ideia de ocuparmos o Planeta Vermelho não nos choca, talvez porque presumimos que nele não há vida. Ou, se houver, será ela muito rudimentar. Bactérias, ou coisas assim. Atrevo-me a dizer, porém, que se soubéssemos que em Marte vivem animais semelhantes aos nossos chimpanzés — ponto máximo da evolução marciana —, isso não nos impediria, moralmente, de conquistar aquele planeta — porque pensaríamos estar até “lhes fazendo um favor”, levando nosso progresso, nossa civilização, aos primitivos “ marcianos”, como aconteceu quando Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral desembarcaram nas duas Américas, tomaram suas terras e riquezas e escravizaram os nativos. 

 Tenho total convicção de que surge vida microscópica, rudimentar — mas evoluindo constantemente — em todo planeta que, por mero acaso, reúna condições propícias à vida: pelo tamanho, temperatura — distância média “razoável” de sua estrela —, água em estado líquido e beneficiado pela sorte de não sofrerem alguns impacto catastrófico como aquele que matou nossos dinossauros, milhões de anos atrás.

 Todo ser vivo, de qualquer tamanho, nasce, em todos os planetas, com instintos iguais: perpetuação da própria vida e da sua prole. Para isso precisa de alimento, abrigo, sexo, total liberdade —, mas vigilância severa contra a liberdade alheia que possa nos afetar. Nenhum ser vivo nasce se odiando, a menos que isso seja causado por alguma doença, ou total desespero, em que a morte significará alívio. Precisando conquistar um outro país, ou planeta — para não se extinguir —, fará isso, mas na forma compatível com seu grau de cultura científica, técnica e moral. 

Daí minha convicção de que se Marte, ou outro corpo celeste, se habitado por seres inteligentes, considerar a Terra como sua única salvação, esse corpo celeste resolverá “seu problema”, por bem ou por mal. Como nós faríamos, em igual situação. Se imensamente civilizado, o planeta invasor procurará fazer isso com o mínimo possível de dor e destruição, própria e alheia. Daí que, pelo menos em teoria, o planeta invadido, tendo espaço disponível, constatando que não dispõe de tecnologia capaz de enfrentar os invasores, deve pensar bem antes sobre como reagir. 

Repito que desejo que todas as vacinas contra a codiv-19 sejam eficazes no prazo usual das vacinas. Se não o for, é o caso de se pensar: aí tem coisa! E é melhor que essa “coisa” tenha origem terráquea, mais fácil de lidar porque conhecemos a natureza do inimigo. 


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Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues
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